Sabrina Khanniche, Economista Sénior na Pictet Asset Management, acredita que os ativos públicos e privados europeus podem oferecer um caminho para uma carteira mais diversificada, adequada para um mundo menos centrado nos EUA.
O impulso fiscal da Alemanha, juntamente com os aumentos dos gastos públicos em toda a região, estão a impulsionar um ressurgimento da economia europeia. Sabrina prevê que o ritmo de crescimento da economia da zona euro mais do que duplicará nos próximos anos.
Neste artigo, ela e outros especialistas em investimentos da Pictet Asset Management explicam como as principais iniciativas de investimento público, bem como as reformas nos mercados de capitais e do trabalho, estão a animar as perspetivas económicas da Europa.
Pontos chave
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Ações europeias: posicionadas para uma reavaliação significativa
- É expectável que as ações europeias reduzam o diferencial de valorização em relação às ações dos EUA. É provável que o desconto a que as ações europeias são negociadas em relação às suas contrapartes dos EUA seja reduzido para metade, à medida que as regulamentações e regimes fiscais se tornam mais favoráveis aos negócios e as indústrias em crescimento se expandem.
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Os ativos privados europeus atingem a maturidade
- Segundo um estudo da McKinsey, o capital privado europeu apresentou um retorno cerca de 20% superior ao dos seus equivalentes no mercado público nos últimos 20 anos.
- O capital privado europeu oferece condições de mercado menos concorridas e diversificação para investidores cuja exposição à América do Norte subiu nos últimos anos.
- Com mais de 500 mil milhões de euros, o mercado europeu de dívida privada está numa trajetória de crescimento elevado, quase duplicando em dimensão nos últimos quatro anos.
- Para o setor imobiliário europeu, uma economia mais forte pode significar um maior crescimento do aluguer, reforçando a dinâmica já positiva.